Ela já foi feliz, sim, bem feliz!
Quanta saudade ela sentia daquelas pessoas tão inexplicáveis. Daquelas pessoas que lhe arrancavam um sorriso só por vê-los sorrir. Daquelas pessoas que não sentem o mal, não lhe querem o mal.
As fotos agora são as únicas lembranças de todos aqueles dias felizes. Ainda irão existir dias como aqueles? – Ela se perguntava sempre. E chorava sempre também.
Quanta dor a solidão consegue criar, não é mesmo?
Quanta inutilidade parece existir em uma pessoa solitária. Quanta tristeza, quanto vazio, quanta, quanto ... Eram tantos os pensamentos, sentimentos que ela desistiu de narrá-los.
Medo! Sim, medo. Era o que ela mais conseguia ter. Medo das mudanças, principalmente mudança de sentimento. Não sabe bem se é do sentimento ou do momento. Estava tudo muito confuso na cabeça dela. As pessoas podem mudar, não é? Para o bem ou para o mal, mas elas podem!
Mas no fim, ela percebeu, que sobre a felicidade, todos os verbos estão conjugados no passado, apenas no passado. Nada está presente e o futuro é amedrontador.





