quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma espera.



Aquela mesma música ainda soava na vitrola antiga. Os papéis, ainda brancos, continuavam na escrivaninha, apenas ocupando espaço, afinal, já tinha desistido de escrever depois das minhas tentativas frustradas.
Teu cheiro impregnado nas minhas narinas, teu suor ainda grudado no meu corpo que ainda se encontrava quente, e você, meu querido, ainda ali, deitado em nossa (ou apenas minha, não sei,) cama. Minha vontade era  não te deixar mais sair, ou até mesmo te deixar dormindo enquanto eu admirava tua serenidade e teu belo rosto.
Eu confesso, o destino foi cruel conosco, mas acho que não nos esforçamos nem um pouco para que nossas vidas andassem juntas. Talvez tenha sido melhor, afinal, a cada reencontro eu sou capaz de jurar que nada, nunca, irá mudar.
Então, querido, fiquemos assim... Esperando-nos, você me entende?

6 comentários:

Maiary Rodrigues disse...

Que bonito texto!

Jamile de Oliveira Gonçalves disse...

ai, como a espera é triste! obrigada pela frequencia nos comentários, sempre fortalecedores! beijos

Sr. Lunático disse...

Na espera...

Maggie May disse...

esperar…um dia a gente cansa!

Lorde Croowel disse...

Eu odeio essa sensação de espera...de expectativa, do será....
Acho que relacionamentos amorosos são severos demais.

Sandrio cândido. disse...

lirica perfeita

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